sábado, 20 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Princípio do Prazer vs. Princípio da Realidade



Existem pessoas que querem fazer apenas aquilo que lhes apetece, quando lhes apetece e como lhes apetece. Em senso comum, chamamos a isto ser egocêntrico, egoísta ou infantil. Outras pessoas há que são mais contidas e sabem que nem sempre podemos fazer aquilo que nos apetece como nos apetece e quando nos apetece, aceitando esta realidade com maior facilidade. Chamamos-lhe maturidade, responsabilidade ou racionalidade.
Em termos psicanalíticos, há dois conceitos interessantes introduzidos por Sigmund Freud há muitas décadas atrás: princípio do prazer e princípio da realidade. O princípio do prazer é então o desejo de obter uma gratificação imediata. Quando movido por este instinto, o sujeito age de forma a sentir prazer e evitar a dor, mostrando uma baixa tolerância à frustração. Opõe-se ao princípio da realidade, que representa a capacidade de adiamento de uma gratificação.
Ou seja, o que acontece é que quando queremos fazer algo que não é correcto ou oportuno fazer, temos duas alternativas: uma, passamos por cima do que for necessário para concretizar a nossa vontade, movidos pelo caprichoso princípio do prazer; duas, aguardamos por um melhor momento ou aceitamos a impossibilidade total de realizar tal desejo, compreendendo que a vida apresenta limitações e que nem tudo acontece como gostaríamos.
Nos primeiros tempos de vida, o ser humano é dominado pelo princípio do prazer. As crianças querem ver os seus desejos realizados imediatamente e a capacidade de adiar a satisfação de um desejo ou necessidade e de suportar a dor e a ansiedade vai sendo construída ao longo do tempo. Depois, o desenvolvimento desta capacidade torna-se em grande parte uma responsabilidade dos educadores, que desde cedo vão mostrando aos seus filhos o que pode e não pode acontecer, o que é e não é possível, apresentando-lhes as primeiras frustrações da vida e ensinando-lhes quotidianamente com naturalidade que nem sempre as coisas acontecem quando e como queremos. Começa a desenvolver-se o princípio da realidade. Num indivíduo adulto bem estruturado, este é o princípio dominante.
No entanto, nem sempre tal acontece. Por vezes, há uma falha no equilíbrio entre os dois princípios e o princípio do prazer sobrepõe-se, tornando o sujeito omnipotente, caprichoso e desajustado socialmente, pois ao procurar sistematicamente satisfazer o seu desejo acaba por entrar em conflito com o desejo do outro, tantas vezes diferente do seu. Note-se que, embora o princípio da realidade seja mais favorável ao bom desenvolvimento, também pode acontecer o inverso, quando uma exclusividade do princípio da realidade torna o indivíduo exageradamente contido, incapaz de se permitir a saborear. Tão contido que também dificilmente viverá com plenitude. Como sempre, no meio encontramos a virtude.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Conversa de guardanapos



"A simplicidade é o fim último. Depois de se tocar uma vasta quantidade de notas e mais notas é a simplicidade que emerge como honorável recompensa da arte."  Chopin



"Que espírito vazio e cego aquele que não compreende o facto que um pé humano é mais nobre que um sapato e a pele humana mais bela do que a roupa que veste."  Michelangelo

domingo, 14 de novembro de 2010

Coisas Boas

Estranhas formas de amar



Existe um drama, transversal aos tempos, chamado violência doméstica. Não escolhe estrato social nem estatuto sócio-económico, contrariando a tendência de associarmos a violência às classes mais baixas e com menor desenvolvimento cognitivo. Implica uma mulher e um homem, uma relação de submissão por parte desta e uma relação de autoritarismo por parte deste. Implica, acima de tudo, uma relação doente entre duas pessoas de certa forma doentes.
Ultrapassando em larga escala as discussões intrínsecas a qualquer relação, a violência doméstica surge quando o homem (embora também existam casos de violência doméstica em que o agressor é a mulher) utiliza a sua força para controlar a mulher, minando a liberdade inerente a cada ser humano e obrigando-a a viver segundo a sua vontade. Tornam-se mulheres submissas, amedrontadas, sem liberdade de expressão a qualquer nível, vivendo sob ameaça constante.
Por norma, o agressor sabe que age mal e pede desculpa, inclusivamente de forma genuína, levando a mulher a perdoá-lo na expectativa que cada vez seja sempre uma última vez. No entanto, homens violentos não deixarão de o ser.
Na verdade, uma relação violenta implica dois tipos de disfunções. Nestes homens, a agressividade esconde muitas vezes uma insegurança e uma dor de vida brutal, que camuflam através de uma masculinidade exacerbada. A sua violência reflecte uma perturbação do seu funcionamento e, como tal, a possibilidade de mudança é reduzida ou nula. Por outro lado, nestas mulheres encontramos uma auto-estima débil e uma tendência cuidadora de ordem depressiva, muitas vezes masoquista, que as leva a olhar sempre o lado bom e a perdoar o lado mau, na esperança de um futuro diferente. Mulheres que espelham crianças outrora mal amadas ou mesmo batidas pelos seus pais. Toda a vida cresceram nos meandros da violência (física ou psicológica) e este é o único vínculo que conhecem. Encaixam nestes homens como uma luva. Vítimas perfeitas.
Este é o ciclo da violência doméstica. A ilusão da mudança não deve alimentar estas mulheres. Devem sim ser ajudadas no sentido de terminar a relação, visto que a necessidade de controlo do homem não cessará sozinha porque faz parte da sua forma de funcionamento. Elas afirmam que há amor. Pois até pode haver. Contudo, há formas de amar que não fazem ninguém feliz . São, à partida, relações condenadas. Reconhecer isso é o ponto de partida para uma vida livre e também o caminho para o fim de um pesadelo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pedrinha (Dos enganos)

E ainda sobre os usos, os abusos e outros tantos enganos com que o ser humano permanentemente (e erradamente) se amputa da capacidade de amar a vida nas suas coisas mais simples:

Nem tudo o que reluz é ouro, nem tudo o que encanta é verdadeiro.
(António Coimbra de Matos)

Usos e abusos


Temos conhecimento através de inúmeras reportagens e, também por fácil observação directa que, actualmente, os jovens iniciam as suas experiências a diversos níveis cada vez mais cedo. No que toca às experiências de consumos, assume-se que é grave, pois a sede de conhecer e experimentar parece que cedo se transforma em fascínio. Estamos perante pré-adolescentes que, com total liberdade, acedem a estabelecimentos nocturnos onde constatamos os ditos consumos exacerbados de substâncias variadas pela noite fora. De facto, parece estar a aumentar um novo tipo de dependência, que poderíamos chamar “dependência de fim-de-semana”, caracterizada pela incapacidade de obter prazer e diversão nas saídas com os amigos sem ser através do abuso de substâncias e consequente alteração dos estados de consciência.
Porquê? Talvez se possa enquadrar esta questão na sociedade de consumo e de busca de prazer imediato, visto a maioria destas substâncias tornar a socialização mais fácil e assim ser mais rápido conhecer novas pessoas e criar novas relações. No entanto, embriagados por tanta coisa, as amizades esbatem-se por entre conhecimentos fugazes e superficiais, as experiências de carácter sexual adivinham-se precoces e tantas vezes sem significado, as relações amorosas nascem através de conhecimentos rápidos e tornam-se mais voláteis. Não se pensa muito e faz-se demasiado. A consciência está alterada, é compreensível..! É a força do agir acima de tudo o resto.
Os pais destes adolescentes, observam de longe, alguns tolerantes e compreensivos, desdramatizando. Outros, redondamente iludidos, pois durante a semana o seu filho comporta-se normalmente, estuda e até tira resultados bons ou razoáveis na escola, logo isso basta para acreditarem que quando está com os amigos seja um menino “às direitas”. Errado. Estes adolescentes estão a perder a capacidade de apreciar a vida de olhos límpidos. Sem álcool, sem haxixe e quiçá sem outras coisas, numa pequena minoria, não tem tanta piada estar com os amigos. Pior ainda, a falta de moderação. Caídos pelos cantos, tantas vezes. O seu corpo, ainda em crescimento, irá reflectir mais tarde estes excessos. Também o seu rendimento escolar poderá baixar, mais tarde, devido não só à deterioração das capacidades intelectuais mas também à desmotivação e apatia que gradualmente cresce nestes pequenos jovens que anseiam apenas por mais uma noite de excessos. Experimentar faz parte da vida e dificilmente poderemos contrariar a tendência das experiências cada vez mais precoces. Contudo, temos a obrigação de chamar estes meninos, que se acham grandes, à realidade, mostrando-lhes que a vida é bonita sem ser necessário consumir com tanta sofreguidão. Que a capacidade de não perder o prazer das pequenas coisas vale mais que tudo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A evolução da paternidade



Sabe-se e fala-se fundamentalmente do papel da mãe na vida das suas crianças. Então, e o pai? O pai, na verdade, foi durante muito, muito tempo, o “progenitor esquecido” (Ross, 1979). Fundamentalmente valorizado pelo papel de suporte económico e moral na família, vulgo “chefe de família”, foi colocado em plano secundário no que respeita a relações de proximidade com os seus filhos.
Contudo, tendo em conta toda a evolução sócio-cultural ao longo do século e, mais recentemente, as necessidades de repartir tarefas parentais devido ao elevado número de mulheres no mercado de trabalho, inúmeros estudos foram surgindo e hoje constata-se uma profunda viragem na concepção do papel de pai. Tal como acontece com a mãe, desde a gravidez se reconhece um vínculo especial entre o pai e o bebé. O bebé reconhece o seu pai desde a barriga da sua mãe e nenhum outro homem poderá substitui-lo nessa relação privilegiada. Descobriu-se ainda que os papéis parentais não estão relacionados com o sexo dos progenitores mas unicamente com o tradicional e instituído sistema cultural e familiar. As competências são iguais para ambos os progenitores.
Houve, felizmente, uma aproximação dos dois papéis parentais, pai e mãe. E ainda bem! Porque as crianças mais saudáveis, emocionalmente, são aquelas que têm uma relação próxima com ambos os progenitores. Nos primeiros banhos, nas brincadeiras e passeios, na partilha de hobbies e interesses, entre tantas outras actividades a desenvolver com um filho (variáveis ao longo do seu crescimento) o pai tem um lugar cativo e um papel activo, devendo, como tal, fazer uso e abuso dele. Também para a mãe é muito agradável partilhar o acompanhamento dos filhos com o seu marido, sentindo-se mais apoiada numa tarefa que raramente é fácil e tornando-se, consequentemente, a relação marido/mulher mais harmoniosa e rica. Na complementaridade está o ganho e a mãe não é mais especial que o pai, como se pensou durante tanto tempo. São relações distintas e ambas são indispensáveis ao desenvolvimento de uma criança feliz.

Referência: Leal, I. (2005). Psicologia da Gravidez e da Parentalidade. Editora Fim de Século.

Coisas Boas

"E é tudo o que aprendo (e aprendi) na vida, quando, ao nascer do Sol, te olho docemente. De outro modo, é a banalidade das coisas e a insipidez dos seres."
(António Coimbra de Matos)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pedrinha

Penso, logo existo – disse Descartes. Existo com, logo penso – direi eu.
(António Coimbra de Matos)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

As mil faces do mau-trato infantil

Ao longo do tempo, através da conquista dos direitos das crianças, o conceito de mau-trato infantil encontra-se, actualmente, amplamente divulgado. Não obstante, é necessário ter em conta que o mau-trato não se restringe unicamente ao abuso físico que, por ser o mais facilmente detectável e o mais chocante, é também o mais combatido. O mau-trato psicológico e a negligência são também dois outros tipos de mau-trato, substancialmente mais ignorados e também mais camuflados.
Grosso modo, por mau-trato psicológico entende-se a incapacidade de fornecer à criança um ambiente tranquilo e de bem-estar afectivo-emocional, através da ausência de afecto, da agressão verbal através de insultos, ameaças e humilhações, da exposição a um clima de medo ou terror devido a ambientes de grande violência familiar. A negligência, por sua vez, implica falhas dos pais respeitantes à aparência ou bem-estar físico da criança, descuido nos cuidados de saúde da criança, falta de cuidados de segurança e consequente ocorrência de acidentes, má nutrição, ausência de condições de higiene, entre outros.
As consequências do mau-trato abrangem todas as áreas de desenvolvimento da criança. Ao nível físico, podem ocorrer lesões cerebrais de gravidade variada, incapacidades ou doenças crónicas, saúde débil, dificuldades audiovisuais, atrasos psicomotores e de desenvolvimento, entre outros. Ao nível cognitivo, encontram-se atrasos e dificuldades no desenvolvimento cognitivo e da linguagem, dificuldade na aquisição de conceitos básicos e no desenvolvimento do pensamento lógico e abstracto, baixo rendimento escolar, entre outros. Ao nível social, surgem dificuldades na interacção social e nas habilidades sociais, ausência de confiança nas relações humanas e dificuldade no estabelecimento de relações de intimidade, tendência a sofrer influências do grupo, limitações ao nível do desenvolvimento moral e da empatia, défice no auto-controlo e na capacidade de resolução de questões interpessoais. Ao nível emocional, manifestações variadas como uma baixa auto-estima, sentimentos depressivos, tendência à apatia, ansiedade e medos variados, baixa resistência à frustração, baixo controlo de impulsos, falta de confiança no futuro, problemas na aquisição da identidade, entre outros.
Crianças batidas, crianças mal amadas, crianças negligenciadas, todas elas diferentemente maltratadas, dificilmente serão crianças saudáveis e dificilmente se tornarão adultos felizes.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pedrinha (Da Teoria do Amor)

"Não há psicopatologia alguma que não radique, de uma maneira ou de outra, em defeitos ou desvios do afecto na relação. Efectivamente, se queremos fazer uma teoria da mente comecemos por fazer uma teoria do amor."
(António Coimbra de Matos)

domingo, 31 de outubro de 2010

E agora que te foste embora?



A perda de pessoas significativas faz parte da vida. Depois de perder alguém, segue-se o período que se designa de luto. O luto é todo o processo de aceitação da perda e a readaptação progressiva à realidade. E esta readaptação à realidade é essencial. Distinguem-se, por norma, três fases no processo de luto normal. Numa primeira fase, há um choque profundo devido à tomada de consciência da nova realidade e um desespero agudo em recuperar a pessoa perdida, expressado pela raiva e pelo choro, muitas vezes também pela culpabilidade. Pode haver uma negação, porque o indivíduo precisa de tempo para aceitar aquilo que a realidade lhe impôs. Depois, numa segunda fase, o indivíduo sente afectos mais depressivos e assume uma atitude mais introspectiva, com a função adaptativa de romper os moldes de funcionamento antigos e estabelecer novos. Por fim, numa terceira fase, característica da pessoa saudável, o indivíduo torna-se capaz de tolerar e ultrapassar a depressão e de retomar a sua vida numa nova realidade.
Aquilo que se designa, em termos técnicos, por luto patológico, e que na prática corresponde a um processo de luto não terminado, acontece, por exemplo, em casos em que o indivíduo permanece preso nas primeiras fases, não conseguindo reorganizar-se. Embora cada indivíduo elabore os seus lutos num timing próprio e apesar de a dor da perda nunca ir totalmente embora, há que prosseguir com a nova realidade. O luto tem de ser feito mas tem de ser terminado. Quartos fechados à chave no tempo numa tentativa de união permanente, incorporação de gestos, tiques ou interesses da pessoa perdida, adopção de uma atitude demasiado excêntrica ou alegre como forma de evitamento da dor, são tudo exemplos clínicos de mecanismos patológicos que funcionam como alerta de que as fases do luto não foram devidamente elaboradas. Nem todos os indivíduos têm os mesmos recursos emocionais, logo nem todos os indivíduos são capazes de ultrapassar as perdas. Por vezes, é preciso ajuda.
Os lutos são duras tarefas, que nos acompanham toda a vida. Porque não fazemos apenas lutos da morte, mas fazemos lutos sucessivos. Luto da infância, luto de amizades, luto de relações amorosas, luto após um divórcio, pois, no fundo, qualquer perda sofrida implica um processo de luto, de desorganização e posterior adaptação e reorganização.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Filhos ditadores, alunos violentos

"Por favor, baixa o volume. O pai está a tentar fazer os teus trabalhos de casa."

 
Assistimos, ao longo das últimas décadas, a uma alteração progressiva dos valores e da forma de funcionamento da sociedade portuguesa que conduziu, entre muitas outras coisas, à existência de um número cada vez maior de crianças que não encaram o adulto (pai, mãe, professor, educador) com o respeito de “antigamente”.
Por um lado, essa alteração trouxe uma maior proximidade, saudável, entre crianças e adultos, a nível das escolas e das famílias. Porque, por vezes, o respeito vestia a forma de medo e a excessiva distância imposta não era emocionalmente saudável. Por outro lado, o limite entre o saudável e o caótico está a tornar-se difuso. Surgem, agora, filhos ditadores e alunos violentos. Crianças cada vez mais impertinentes, desrespeitadoras, desobedientes e egoístas, em variados contextos. Crianças que, maioritariamente, cresceram com poucos limites e poucos nãos, no seio de famílias onde o tempo escasseia, onde o afecto é trocado pela matéria, onde a paciência para educar nem sempre abunda..!
A situação explica-se segundo vários factores, mas falemos da culpa que cabe aos pais. Nesta época de apogeu dos direitos das crianças, parece que nasceu o medo (ou a preguiça) de as contrariar. Mas criar uma criança tentando não a contrariar e agradar-lhe sistematicamente, mesmo quando não é aconselhável, rapidamente se revela um erro estratégico. Infelizmente, sabemos que uma criança que não sabe elaborar a sua frustração dificilmente poderá estruturar-se de forma saudável, originando, pelo contrário, meninos/adultos birrentos e caprichosos. Os limites ensinam a criança a reagir à frustração. Desde cedo, saber ouvir não, saber que há coisas que se podem fazer e outras não, saber que há permissões e proibições e ser capaz de crescer com isso torna as crianças emocionalmente saudáveis e disciplinadas. Para lá dos limites, há a questão dos bens materiais. Nas casas, os brinquedos abundam, mas a criança brinca sozinha. E nem vale a pena, porque os melhores brinquedos da criança serão sempre os seus pais, como afirma Eduardo Sá. Há também a questão das fronteiras familiares. Nas famílias, estas fronteiras nem sempre são bem definidas e os papéis hierárquicos aparecem por vezes trocados, com filhos a mandar calar os pais ou a gritar com eles.
É preciso recuperar alguns valores pedagógicos perdidos no tempo. Penso em mim, nascida no seio da chamada geração rasca, prevejo para esta mais recente “fornada” uma alcunha bem mais negra do que aquela atribuída, em tempos, à minha geração.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

E outra pedrinha...!

"Na verdade, as pessoas só reconhecem as suas qualidades quando alguém lhas desvenda e esclarece, e só confiam em si próprias quando há quem, antes, tenha confiado nelas. Por outras palavras: havendo quem desvende o melhor de nós, há auto-estima.”
(Eduardo Sá)