“ A felicidade é uma jornada, não um lugar”
Transformação é a palavra-chave. Na vida ou há desenvolvimento ou instala-se a decadência. O estacionamento é uma ilusão. Nas palavras de Cervantes, “A estrada é sempre melhor que a estalagem” (António Coimbra de Matos)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Os desafios da meia-idade
No desenvolvimento humano, todas as etapas do ciclo de vida
implicam desafios específicos. Como tal, não só durante a infância e
adolescência se processam grandes movimentos e consequentes mudanças. Também ao
atingir a meia-idade surgem grandes e novos desafios. A percepção do
envelhecimento, a relação conjugal revisitada, os filhos tornados adultos e a
competição com pessoas mais jovens no mercado do trabalho podem conduzir à
chamada “crise da meia-idade”. Assim, como em todas as restantes etapas da
vida, o bem-estar psicológico está em muito ligado à capacidade de enfrentar e
resolver com sucesso esses mesmos desafios.
O primeiro desafio, aceitar
o envelhecimento do corpo. Por norma, esta tarefa de aceitação tem mais
impacto no ser feminino (fomentada pelo peso do estigma social da perfeição do
corpo feminino e boicotada pelas transformações associadas à realidade da
menopausa). No homem, o envelhecimento do corpo é encarado de forma mais
tolerante mas impõe-se igualmente uma dolorosa consciencialização do mesmo nos
casos em que se possa associar ao declínio do funcionamento sexual. Esta aceitação
implica a consciência de que o corpo não volta a ser o que foi um dia,
percebendo, porém, que o corpo é apenas uma pequena parte do nosso ser e que,
por isso, vale o que vale. Quanto ao declínio do funcionamento sexual, na
maioria dos casos o problema é de origem ansiosa, muito mais do que
fisiológica. E no fundo, quanto maior a pressão para nos mantermos
excessivamente jovens, maior tristeza e maior irritabilidade sentiremos e mais
dificilmente o seremos.
O segundo desafio, lidar
com a limitação do tempo e com a ideia de morte. Embora estas questões
possam surgir muito mais cedo em certas pessoas, nesta etapa da vida é mais
vulgar que apareçam alguns receios mais prementes relativos ao tempo que nos
resta, bem como algumas angústias associadas a uma maior proximidade do momento
da morte. Porém, seremos tão mais livres disso quanto mais realizados nos
sentirmos com a nossa vida presente, bem como com aquilo
que construímos até à data. Seremos ainda mais livres disso se
os nossos dias forem bem vividos e se nos sentirmos amados e úteis.
O terceiro desafio, manter/aprofundar
a intimidade. Chegado o momento de autonomização dos filhos por excelência,
impera um novo olhar sobre a vida conjugal. De facto, os maiores índices de
divórcio acontecem nesta fase, pois após tantos anos a olhar pelos descendentes
e a cuidar dos objectivos familiares nem sempre os casais conseguem ir olhando
um para o outro da forma mais adequada. E por fim, quando marido e mulher se
olham novamente a sós, sem a presença de um terceiro, encontram tantas vezes um
certo (ou mesmo enorme) desconforto. Obrigados a conviver sem mediação, muitas
vezes desistem da aventura da redescoberta do outro antes de sequer tentar, e
logo no preciso momento em que recuperam a intimidade perdida ao longo dos anos.
O quarto desafio, transformar a relação com os filhos. O
desafio da parentalidade está em constante transformação. De miúdos a graúdos,
as exigência dos filhos para com os pais (e vice-versa) está sempre em
transformação. Esta transformação não deve acontecer com nostalgia, mas sim com
agrado, energia e positivismo perante um acontecimento natural do ciclo de
vida. Se os filhos estão a crescer, é porque fomos bons pais. E assim torna-se
fundamental aprender a ler nas entrelinhas o que os filhos pedem de nós, quais
são as suas reais necessidades, para nos ajustarmos a elas com bom senso.
O quinto desafio, actualizar-se
profissionalmente. Perceber que é fabuloso poder aliar a sabedoria e
experiência da idade a todas as ferramentas de renovação de conhecimentos que
hoje temos ao nosso dispor. Por mais que os jovens, sem dúvida, mereçam
oportunidades, na meia-idade ainda há trabalho a fazer. A reforma vem mais
tarde.
O sexto desafio, tornar-se
avô/avó. Consequência mais ou menos directa do quarto desafio, há que
descobrir os prazeres de poder mimar sem tanta pressão para educar (ou educando
sem ansiedade, pelo menos) e de poder acrescentar um novo papel à nossa vida,
que nos proporcionará descobertas maravilhosas, até sobre nós próprios.
O sétimo desafio, cuidar dos mais velhos, os pais
dos pais. Há frequentemente uma geração anterior que precisa de ternura e
cuidado. Nem sempre é fácil inverter os papéis. Em caso de doença, falamos de
um apoio muito exigente e desgastante.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Pedrinha (Dos encantos)
Olhas-me com tal encanto que eu me encanto por ti” – é a precessão e primazia do bonding (ligação, envolvimento, abraço); o attachment (apego) vem na sequência. É assim na vida, é assim na análise: o investimento do analista no analisando é primário e mais importante.
(António Coimbra de Matos)
(António Coimbra de Matos)
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Prioridade Nacional, por Pedro Strecht
Em Portugal, apesar de inequívocos progressos das últimas décadas, a situação psicossocial dos mais novos continua muito mal, e resume-se no invariável último lugar entre os países da União Europeia (UE). O desenlace final de situações de risco possíveis de detectar desde o primeiro ano de vida move debates, reúne técnicos, envolve políticos que, contudo, se esquecem de aceitar que as raízes dos problemas estão muito mais atrás. Por exemplo, quase todos se preocupam com o consumo e tráfico de drogas, com os níveis crescentes de insegurança provocada pela escalada de delinquência juvenil, com a questão do analfabetismo funcional ou com o problema do aborto, como se tudo surgisse do nada. Por que custará assim tanto olhar um pouco mais fundo e perceber as ligações entre estas situações, que não só se iniciaram, como são previsíveis e detectáveis anos antes?
É possível que a causa desta cegueira social resida em dois aspectos essenciais: a dificuldade em ter acesso a informação e conhecimento que permitam analisar em profundidade os factos, e a terrível resistência em valorizar os primeiros anos de vida como a base da construção emocional individual. Dói ter acesso a uma parte da realidade que é preferível omitir, negando doses importantes de sofrimento alheio, tanto mais quanto ele possa existir nos mais novos. É um jogo de eterno “faz de conta”: “faz de conta” que o problema da droga é com os outros, ou que o meu filho só nele se iniciará se tiver más companhias, ou “faz de conta” que delinquência é um mal que só ataca negros suburbanos e que, portanto, se resolve com uma política de emigração mais dura. Mas este é um jogo muito perigoso: esconde, adia, pretende recalcar algo que se não for resolvido na origem, continuará a existir.
Actualmente, existem em Portugal cerca de 22 mil crianças e adolescentes a viver em instituições, de forma temporária ou definitiva, sendo que grande parte desses locais luta contra dificuldades de recursos humanos e económicos inimagináveis. É triste saber de um número tão grande de “esquecidos” cujo projecto de vida será nulo ou inconsistente, por incapacidade de pais e familiares cuidarem dos seus filhos. (...)
Da escola sai anualmente um número enorme de alunos, antes do final do 9º ano ou dos 16 anos de idade, tempo de escolaridade obrigatória. Com taxas brutais no início do 2º ciclo, para onde vão aqueles que não progridem na escola? Simplesmente para a rua, ou para várias formas de trabalho infantil, para o qual não estão qualificados e, muito menos, protegidos. Os números apontam para 18 mil (segundo dizem os pais) ou 43 mil (conforma versão dos filhos) que continuam assim a ser explorados. Obviamente que aqui não se incluem os que passam ao lado da estatística, como por exemplo os que engrossam os números da prostituição feminina ou masculina.
Quanto aos que permanecem na escola, os resultados também não animam. Os números da iliteracia funcional são muito grandes. As dificuldades concretas da matemática ou da língua portuguesa, uma constante.
Mas é também no grupo dos mais novos que continua a ser crescente a taxa de consumo de substâncias tóxicas, como o álcool ou as drogas. Não se imagina o número daqueles que, independentemente do estatuto social, cedo começa a abusar destas substâncias.
Vem depois a questão da maternidade adolescente, onde ocupamos o segundo lugar, logo atrás do Reino Unido. Mas se forem apenas contabilizadas as raparigas até aos 16 anos, somos os primeiros. Não é difícil imaginar que mães adolescentes se constituem num maior risco para os bebés, dada a imaturidade emocional de muitas, a falta de amparo familiar e social de tantas, e até o próprio facto de estes bebés serem muitas vezes gerados debaixo de complicadas projecções negativas. Faltaria dizer que esta é a realidade da maternidade adolescente; mas quanto ao número de gravidezes que ocorre, nada sabemos, dada a impossibilidade de se contabilizarem os abortos clandestinos que são feitos como forma de contracepção.
Resta a questão da infecção pelo VIH/SIDA. Portugal é o único país da UE que mantém um aumento de número de infectados, à custa da população heterossexual e toxicodependente.
Cuidar dos novos não pode ser mais uma questão esquecida. É, hoje em dia, uma prioridade nacional, independentemente de qualquer orientação política. Caso contrário, estaremos a desperdiçar o potencial de gerações inteiras. O grau de desenvolvimento de um país também se mede pela forma como protege e estimula as suas crianças e adolescentes!
Para que a mudança seja possível, faz falta o que sempre faltou: conjugação de vontade política, disponibilidade económica e conhecimento científico. Sem isso, a nossa cultura de infância é um puro esquecimento. Ou pior, uma tremenda ignorância. E isso é tudo o que não podemos desejar."
(Pedro Strecht, in Olha por Mim)
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Pedrinha (Dos animais afectivos)
O homem, dizem, é um animal racional. Não sei por que não se disse que é um animal afectivo ou sentimental. E que, talvez, o que o diferencia dos outros animais, seja mais o sentimento do que a razão. Vi mais vezes um gato raciocinar, do que rir ou chorar. Pode ser que chore ou ria por dentro mas, por dentro, talvez também o caranguejo resolva equações de segundo grau.
Miguel de Unamuno (in Do Sentimento Trágico da Vida)
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Mobbing (O Inferno na Terra)
Acontece no local de trabalho e chama-se mobbing, o fenómeno no qual uma pessoa (ou grupo de pessoas) exerce violência psicológica extrema, de forma sistemática, recorrente e durante um período de tempo prolongado, sobre outra pessoa, com a finalidade de destruir as redes de comunicação da vítima, destruir sua reputação, perturbar a execução do seu trabalho e conseguir muitas vezes que essa pessoa (ou pessoas) abandone o emprego em causa. O agressor (mobber) pode ser o próprio empregador, mas também pode ser um colega ou, inclusivamente, um subalterno. A vítima (mobizado) é frequentemente uma pessoa psicologicamente mais frágil. Contudo, as pessoas com qualidades pessoais e profissionais muito evidentes também podem ser vítimas de mobbing, estimulado pelo ciúme e pela inveja.
O mobbing assume diversas formas de expressão:
a) Manipulação da comunicação (Ex: negação de informação relativa ao trabalho, tal como funções, responsabilidades, métodos e prazos, comunicação hostil explícita, ou comunicação hostil implícita, como o não dirigir palavra ou negar cumprimento);
b) Manipulação da reputação (Ex: realização de comentários injuriosos e/ou difamatórios, ridicularizações públicas e comentários depreciativos relativos ao profissionalismo do indivíduo);
c) Manipulação do trabalho (Ex: aumento da carga de trabalho, atribuição de trabalhos desnecessários ou tarefas de qualificação propositadamente inferior, ordens contraditórias, atribuição de demandas contrárias aos padrões morais da vítima, não atribuição de tarefas e negação dos meios de trabalho);
d) Manipulação das contrapartidas laborais (Ex: discriminação no salário, nos turnos ou em outros direitos, discriminação quanto ao respeito, tratamento ou protocolo).
Os atritos pontuais e incidentes isolados não se incluem na categoria de mobbing. Não estamos a falar de conflitos (os conflitos são inevitáveis) mas sim de um processo de destruição gradual da situação laboral de um indivíduo. E não só. Além das consequências profissionais, existem consequências emocionais prejudiciais para a integridade e bem-estar psicológico do indivíduo, podendo, inclusivamente, originar descompensações e desorganizações ao nível da saúde mental.
Portugal é um país onde o mobbing (ou assédio moral, em bom português) tem despertado pouca curiosidade científica, sendo que, inclusivamente, na maioria dos Tribunais do Trabalho representa um conceito ainda muito incipiente e com pouco protagonismo, apesar de constar do Código do Trabalho (Art. 24º). Lutemos pelos nossos direitos enquanto seres humanos, fazendo uso dos estudos e do conhecimento, bem como das leis que existem para nos proteger.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Pedrinha (Das perspectivas)
Quando duas pessoas se encontram há, na verdade, seis pessoas presentes: cada pessoa como se vê a si mesma, cada pessoa como a outra a vê e cada pessoa como realmente é.
(William James)
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Incapacidade Maternal
“Ser mulher não é equivalente a ter a capacidade para ser mãe (…) Se a mulher tem útero logo pode procriar. Como se não se tratasse de útero e mente. Corpo e alma para fabricar um ser humano também com direito a alma”, nas palavras de Teresa Ferreira. O conceito de incapacidade maternal não implica uma patologia, mas sim uma característica da personalidade de algumas mulheres. E embora sendo uma limitação do ser humano como outra qualquer, carrega um preconceito tão acentuado que não é convenientemente pensada. Uma mulher com capacidade reprodutora que opte por não ter filhos nem sempre é compreendida.
A função materna implica uma capacidade contentora que se manifesta logo durante a gravidez. Conter significa possuir qualidade nos afectos e uma sensibilidade muito particular relativamente ao seu filho. Estar disponível para amar e empatizar com ele. Conseguir ser uma segunda pele, amparando e elaborando as suas angústias e devolvendo-as, devidamente resolvidas. Ter a capacidade de manter uma posição flexível e dinâmica ao longo dos seus estádios evolutivos, com vista ao desenvolvimento gradual da autonomia da criança.
Não se trata de ser exigente com as mães. Pelo contrário, poucas mulheres serão a mãe modelo e Winnicott foi extremamente certeiro quando designou a mãe necessária ao bom desenvolvimento do bebé como uma “mãe suficientemente boa”. Falamos, sim, de casos de incapacidade destrutiva. De mulheres cuja paixão exclusiva é o seu trabalho, a arte ou a ciência. De mulheres, outras, que vivem condicionadas pela dependência de substâncias, negligenciando os filhos para alimentarem outro “amor”. De mulheres da vida que “fabricam”, literalmente, filhos, espalhando-os por amas, instituições e famílias de acolhimento. Falamos também de mulheres que apenas não sentem um instinto maternal. Simplesmente não sentem.
Depois, há as crianças que nascem para salvar relações (falta de informação, seguramente, pois a parentalidade é uma das mais difíceis provas numa relação entre homem e mulher). Há as que nascem para preencher vazios emocionais (usadas, as pobres, como objectos de amor possessivo) e há as que nascem por um acaso (acidentes de percurso) e que nunca chegam a ser desejadas.
E mais tarde, demasiado tarde, há mães que abanam os filhos como se abana um caixote (no melhor dos casos) quando o choro se torna incessante, porque aquela mulher não tem dentro de si a capacidade materna, o entendimento, a disponibilidade e o amor necessário. E nunca pensou sobre isso.
Há mulheres que, simplesmente, não têm na sua vida o espaço emocional necessário para um filho. O reconhecimento das nossas próprias limitações é a maior manifestação de inteligência. Ser mãe não é um dever, é uma escolha. Uma escolha em consciência. Uma promessa de amor eterno.
Referência: Ferreira, T. (2002). Em defesa da criança. Assírio & Alvim.
Referência: Ferreira, T. (2002). Em defesa da criança. Assírio & Alvim.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Pedrinha (Do amor no Inverno)
“Claro o inverno estreita. Como a sorte o
acolhamos. Haja inverno na terra e não
na mente, e amor a amor, ou livro a
livro, amemos a nossa Lareira breve”.
Ricardo Reis
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Sensibilidade e bom senso
Educar é uma arte que exige bom senso e muito amor. Quando educamos uma criança, estamos não só a ensinar-lhe as regras básicas de funcionamento em sociedade, mas também a vincar-lhe o carácter e a moldar o seu desenvolvimento, cognitivo, social e afectivo. Na área da Psicologia da Família, fala-se comummente em estilos parentais educativos. Baumrind (1971) propôs uma categorização em três estilos que, embora seja uma generalização, abrange os padrões mais comuns de exercer a parentalidade: estilo autoritário, estilo permissivo (indulgente ou negligente) e estilo autoritativo.
O estilo autoritário implica um controlo rígido das atitudes da criança (associado ao uso de medidas punitivas verbais ou físicas), sem negociação, numa atmosfera de pouco envolvimento emocional. Exige-se obediência absoluta, no entanto, o apoio e suporte emocional fornecido é habitualmente fraco.
O estilo permissivo, na versão indulgente, caracteriza-se pela ausência de normas, apesar de o ambiente familiar ser geralmente muito rico em afectos. Os desejos dos filhos assumem um papel central na família. Há, portanto, um baixo nível de controlo e são feitas poucas exigências aos filhos, nomeadamente a nível da obediência, da responsabilidade e da maturidade. Na versão negligente verificamos a mesma ausência de limites e estruturação mas, neste caso, aliada a um desinteresse e demissão das funções parentais. São, no fundo, pais ausentes em todos os sentidos.
O estilo autoritativo (ou estilo participativo) é exercido com partes aproximadamente iguais de controlo e apoio familiar, impondo regras mas estimulando simultaneamente a independência dos filhos, através de um nível médio e adaptativo de exigências ao nível da responsabilidade e crescimento. Quando a circunstância o permite, há negociações e comunicação familiar, contudo, noutros contextos, verifica-se uma maior rigidez e assertividade, devendo assentar este equilíbrio na especificidade de cada criança no que respeita à sua idade, maturidade e motivações.
A investigação tem demonstrado que, de uma forma geral, o estilo parental autoritário conduz a um desenvolvimento com base na obediência e responsabilidade, produzindo, contudo, maiores níveis de ansiedade, insegurança e sentimentos de infelicidade, bem como uma baixa auto-estima e um índice elevado de depressão. Por outro lado, o estilo permissivo está habitualmente associado a problemas de comportamento, devido à falta de estruturação, sendo o impacto ainda maior nos casos de negligência, tendo em conta o défice nos afectos. Os estudos apontam, assim, para que seja o estilo autoritativo que conduz a um maior sucesso ao nível do desenvolvimento emocional, escolar e social.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Pedrinha (De reflexão)
Reflectir é voltar a pensar: com nova informação, de outros pontos de vista, comparando e cruzando diferentes conhecimentos e diversas experiências, construindo novos conceitos, criando novos aparelhos pensantes.
(António Coimbra de Matos)
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