Transformação é a palavra-chave. Na vida ou há desenvolvimento ou instala-se a decadência. O estacionamento é uma ilusão. Nas palavras de Cervantes, “A estrada é sempre melhor que a estalagem” (António Coimbra de Matos)
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Pedrinha (Dos medos paralisantes)
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
A função paterna
No princípio são três, mãe, pai e filho. O acto de conceber
um filho é da responsabilidade de dois indivíduos e parece que há uma boa razão
para que assim seja, fundamentalmente na espécie humana, a mais complexa de
todas. Embora hoje muitas crianças cresçam na realidade da monoparentalidade, a
investigação psicológica tem demonstrado, de há algumas décadas para cá, a
necessidade absoluta e presença insubstituível da figura paterna.
Como se sabe, o nosso equilíbrio emocional e bem-estar psicológico
estão completamente relacionados com a qualidade da relação primária, nome
atribuído à relação entre mãe e filho, que começa logo durante a gravidez. É
esta ligação primordial que nos dá as ferramentas internas para descobrirmos
quem somos e conduzirmos a nossa vida com entusiasmo, segurança e responsabilidade.
É nessa relação que ganhamos (ou não) o embalo para acreditar, projectar e
realizar, bem como para ultrapassar as dores e os dissabores que encontramos
pelo caminho.
Contudo, o pai junta-se à díade mãe-filho com uma função
igualmente importante para a estruturação psíquica da criança. De certa forma, inicialmente
o pai representa a primeira “frustração” introduzida na vida de uma criança: o
pai é aquele que “impede” que o filho tenha a mãe exclusivamente para si. Experiência
dolorosa, esta, mas necessária para um desenvolvimento saudável. Embora sem
essa intenção, um pai permite e prepara, assim, a separação e a autonomia da
criança, evitando uma fusão (que não é suposta) entre mãe e filho. Tem uma
função separadora mas, ao mesmo tempo, estruturante.
Não fica por aqui, a questão da função paterna. Tal como a
mãe, o pai desempenha, também, um importante papel nas interacções com o filho,
estimulando e atendendo às suas necessidades básicas (afecto, segurança,
alimentação, higiene, brincar e aprender). Alternando com a mãe nestes
cuidados, permite à criança conhecer, desde cedo, dois diferentes modelos de
relação, um com o pai e outro com a mãe. E nós, espécie inteligente, rapidamente
começamos a guardar connosco o melhor de cada um.
Depois, o pai enriquece a identidade de género dos seus
filhos, apresentando-se como modelo de admiração ao seu filho-homem e narcisa a
feminilidade da sua menina-mulher. Mais. Pai e mãe são o primeiro e mais
importante modelo de uma relação amorosa. É através das discórdias entre pai e
mãe (se acontecem com respeito e sem depreciação um do outro) que se enriquece
a mente da criança, oferecendo-lhe múltiplas perspectivas da realidade. Se o
casal lida bem com essas “discussões”, mostra à criança que com liberdade se
pode amar alguém que pode ser e pensar de forma diferente de nós.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
Pedrinha (Dos desejos intermináveis)
''Somos
seres desejantes destinados à incompletude e é isso que nos faz caminhar''
Jacques Lacan
sábado, 28 de julho de 2012
Pedrinha (Do mundo interno)
"Cada
pessoa transporta dentro de si um mundo feito de tudo o que viu e amou; e é
para este mundo que incessantemente retorna (...)”
Chateaubriand (in Voyage
en Italie)
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Contos de Gente
Era uma vez. E depois foram felizes para sempre. É o começo
e o fim de quase todos os contos infantis que povoam o imaginário das crianças.
É inquestionável a importância dos contos de fadas: ajudam-nos a imaginar, a
sonhar e a desejar. Ensinam-nos sobre o amor e sobre a amizade. Sobre os afectos.
Sobre os valores. Ensinam-nos sobre a coragem e sobre a derrota e a vitória. São
fundamentais, os contos de fadas. Mas o final é sempre feliz e nunca nenhum
conto nos conta o que acontece depois do “felizes para sempre”. E se quando
somos pequenos, acreditar nos desfechos felizes é o que nos permite andar para
a frente, crescer é deixar cair a ilusão de que o fim das histórias é incondicionalmente
feliz. Sem mais sobressaltos. Sem mais tropeções. As histórias são felizes
enquanto puderem ser. Ora são mais felizes, ora são menos felizes, ora tornam a
ser mais felizes. Crescer é encarar uma realidade que não é eternamente nem
estaticamente cor-de-rosa mas podendo aceitar que há muitos outros tons que
pintam as histórias das nossas vidas. São tons vermelhos, azuis, verdes,
amarelos. Também há os cinzentos e mesmo os pretos. É, a realidade não é um
conto de fadas. Mas é uma pintura colorida ainda mais interessante e saborosa do
que um conto de fadas. São contos de gente.
“Muitos adultos ficam
chocados com a violência dos contos de fadas e se surpreendem com o facto de
que não a percebiam quando eram crianças, comprazendo-se nela. É que a maioria
das crianças, além de aceitar naturalmente o maravilhoso, espera com inabalável
certeza aquilo que o conto promete e sempre cumpre: "e foram felizes para
sempre". A gente se engana, portanto, quando tenta "açucarar" os
contos ou omitir as passagens "violentas".”
Marilena Chauí
domingo, 22 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Pedrinha (Das fronteiras necessárias)
“Os bons pais seriam auxiliadores da
separação clara entre fantasia e realidade. Nem sempre este equilíbrio é
conseguido e a confusão inicia-se, cresce, invade o Eu e surge a ruptura e o
sofrimento. Na geração de adultos-pais, falha a capacidade de se separarem dos
próprios filhos. O primeiro sintoma deste caos confusional é a abolição de
limites-fronteiras claras, entre a geração de pais e a geração de filhos. São
os banhos comuns, camas comuns, partilha obrigatória de segredos em todas as
direcções, etc. A criança entra em luta por uma sobrevivência e uma autonomia
enquanto lhe resta alguma energia disponível, mas se os benefícios narcísicos
persistem (“sou igual ao pai porque durmo com a mãe como ele”), a patologia
instala-se e pode estabilizar no negativo.”
Teresa Ferreira (in Em defesa da criança)
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Pedrinha (Dos amores das crianças)
"A capacidade ou incapacidade de amar tem
a sua génese na infância, embora a vivência de uma autêntica relação amorosa só
seja possível a partir da adolescência."
Teresa Ferreira (in Em defesa da criança)
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pedrinha (Do conhecer, compreender e transformar)
"A psicanálise serve para aprofundar o
auto-conhecimento, e não só; também o conhecimento do outro (os outros) e,
sobretudo, das relações não só interpessoais mas essencialmente
intersubjectivas."
António
Coimbra de Matos
Nota: Estes conhecimentos, por si só, não
resumem a psicanálise nem a psicoterapia psicanalítica. Depois de conhecer, despontará o compreender. Estabelecer ligações entre o que é e o que foi. E, por fim, é preciso transformar. O que será. Passado, presente e futuro. Ligados. Descobrir, aceitar, compreender, integrar e transformar. Em busca do melhor que temos dentro de nós.
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O sentido da vida
Não
gostamos de falar sobre a morte. Nem sequer de pensar sobre a morte. Também não
parece muito confortável ler sobre a morte. Se calhar, depois de a palavra
morte surgir tantas vezes, sem eufemismos, muitos interromperão, já aqui, a sua
leitura. Quem ama a vida, sofre quando pensa na morte. E teme-a, dada a sua
inevitabilidade.
Ganhamos,
desde cedo, consciência do fim da vida. Essa consciência conduz-nos a um tipo
de angústia muito particular, a angústia
existencial, que embora surja logo na infância, se torna mais pensada
(logo, mais sentida) a partir da adolescência. À volta desta angústia nascem
questões que, com maior ou menor frequência, todos já colocámos: O que há
depois da morte? Qual o sentido da vida? Existe Deus? Será, a alma, imortal?
Como
lidamos nós com a certeza da nossa finitude?
Para
quem, através da fé religiosa, encontra as suas respostas para estas perguntas,
torna-se mais fácil viver sem grandes problemas existenciais. É uma forma de
dar um sentido à nossa existência e que nos garante o reencontro das almas
mesmo depois do adeus.
Para
quem estas perguntas ficam sem resposta, para os que não encontram aqui a
serenidade necessária, são adoptadas outras maneiras de seguir em frente
(sabendo que seguir em frente significa seguir em direcção à morte). Perante a angústia
existencial, encontramos um mecanismo de defesa psicológico chamado evitamento, que nos ajuda a “esconder”
de nós próprios os nossos maiores receios (e outras emoções). É útil, caso
contrário, estaríamos todos mais ocupados a questionar a fragilidade da vida do
que a vivê-la. Na sua vertente mais patológica, o mecanismo do evitamento pode assumir
a forma de delírio. Aí, quando a dificuldade
de pensar a morte se mascara de indiferença ou até de omnipotência, tendemos a “desafiá-la”
inconscientemente e, à custa disso, podemos encontrá-la mais cedo.
O
mecanismo de evitamento mais saudável é de outra qualidade, é a resignação/aceitação. A maioria de nós
apaga a consciência da morte enquanto se entretém com as tarefas da vida.
Percebemos que a melhor forma de não temer a morte é dar sentido à vida. É
aproveitá-la. É amar e ser amado, crescer, criar vínculos e/ou descendência,
produzir obra e deixar um legado. Temos a liberdade de escolher que sentido dar
à nossa vida, contudo, de tudo o que podemos escolher, que seja uma escolha de
amor. É pelo amor que melhor se ultrapassa a angústia existencial. Pelo
estabelecimento de relações significativas e criativas. O amor por nós e pelo
outro é o espelho do amor pela vida (que é, no fim de contas, feita da soma de
nós e dos outros).
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sábado, 7 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O Estranho do Lado
“ (…) Assim como na Física há uma
lei segundo a qual dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, deve
haver outra lei, no universo subjetivo, que impede duas individualidades de
viverem a mesmíssima vida. Tenho a impressão que a insistência em contrariar
esse princípio está por trás de muitos e graves desencontros por aí.
Desde a adolescência, e provavelmente ainda antes, somos alimentados com a
ilusão de que um dia encontraremos alguém com quem iremos nos fundir. A tal
pessoa, aquele, a mulher da nossa vida, o príncipe encantado – todos esses são
agentes do destino que teriam a função, na nossa história pessoal, de rasgar a
couraça da individualidade, penetrar nosso casulo e nos salvar, de forma
permanente, da horrível solidão de ser um indivíduo. A partir desse momento
redentor, a nossa dor fundamental seria superada e seríamos, então, felizes
para sempre. No outro.
Algumas vezes, mesmo na vida real, chegamos perto desse estado idílico de
aniquilação. É quando estamos apaixonados. Nesse momento mágico – e, segundo o
Freud, patológico - nossos sentimentos em relação ao outro são tão violentos
que parecem romper o isolamento essencial. Em tal estado de comoção de ser
parte do outro. Se ele se afasta, sentimos dor. Se ele está perto, sentimos
prazer. Parece ser impossível viver sem ele, porque se tornou parte de nós.
Em “O Monte dos Vendavais”, a jovem apaixonada diz ao rapaz “Eu te amo”, e
ele responde “Eu sou você”. Não existe na literatura ou no cinema uma
declaração de amor mais radical do que essa.
Há outro momento em que também nos sentimos perto desse sentimento. É no
sexo. Em meio ao prazer, aquilo que nós somos desaparece temporariamente em
direção ao outro. Mergulhamos numa torrente tão intensa que, por alguns
minutos, não somos mais que o conjunto daquelas sensações. Há uma pequena morte
aí, um breve suicídio prazeroso no qual mergulhamos felizes, levado pelo corpo
e pela personalidade do outro.
Mas esses momentos são terrivelmente efêmeros, não? Mesmo a mais intensa
paixão é passageira. Cedo ou tarde, ainda que contra a nossa vontade, somos
arrastados de volta à normalidade de sermos apenas um. Logo chega o momento em
que é preciso negociar com a personalidade do outro, com a percepção do outro,
com o desejo do outro. Com isso se desfaz a ilusão de pertencer. Deparamos, de
novo, com a nossa assustadora e iniludível solidão interior. Sabemos disso,
vivemos isso desde crianças, mas uma parte de nós continua sonhando com uma
paixão tão arrebatadora, tão dominante, que nos livre para sempre de nós
mesmos. Crescer, eu acho, é deixar também essa fantasia para trás.
Alguns recusam isso terminantemente. Insistem em esperar pelo sonho ou –
muito pior - tentam transformar a vida real a dois num exercício de destruição
das personalidades. Fazemos tudo juntos, pensamos o mesmo, gostamos das mesmas
coisas, compartilhamos as mesmas experiências, dizem. Na boa ou na marra, vão
arrastando o outro a uma vivência que é uma réplica da sua. Até o ponto em que,
de tão parecidos, não tenham mais nada a contar um ao outro. Então se separam.
Estou exagerando? Claro que sim. Mas, mesmo entre pessoas que não vivem na
caricatura, o impulso comum de controlar o outro faz parte do movimento de
negação da individualidade. Ele se recusa a reconhecer o outro com as suas
necessidades próprias, sua existência fora de nós. O desejo de aprisionar é o
impulso de se proteger do outro, que, insistindo em ter vontade própria, pode
fazer algo que nos machuque.
Enfim, acho que é disso que os sonhos falam. Da nossa vontade de ser forte
como indivíduos e do nosso medo oceânico de nos desligarmos dos outros. Da
contradição entre a vontade de crescer e o impulso de permanecer um bebê
chorão, ligado ao outro por um cordão umbilical. Os sonhos contam que o amor,
lindo que é, essencial como possa ser, não nos salva de sermos nós mesmos.
Mesmo quem respira suavemente ao nosso lado, adormecida, tem sonhos separados
dos nossos. É uma pessoa estranha que amamos, mas sobre a qual nunca saberemos
o suficiente. É preciso respeitar esse mistério.”
Ivan Martins
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
A ordem das coisas
"Que
loucura foi aquela de ter começado a tomar conta de alguém, sem ninguém se
certificar de que já sei tomar conta de mim?"
Marta Gautier
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Pedrinha (Dos jogos de amor)
Jogos de amor. Mas será o amor um jogo ou
um trabalho? As duas coisas: um divertimento (o melhor de todos) e um trabalho
produtivo – de reconhecimento mútuo, permuta afectiva recíproca, crescimento
pessoal diadicamente expandido, desenvolvimento de valências individuais não
saturadas, comunhão de sonhos possíveis e projectos realizáveis e, acima de
tudo, de criação (…)
António
Coimbra de Matos (in Relação de Qualidade: Penso em Ti)
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
Tá ligado?
Escutar
e ouvir são coisas diferentes, de diferente natureza e profundidade. Por ouvir
entende-se a capacidade de perceber através do sentido da audição. Não se
aprende, é uma capacidade inata que pode ser encarada como uma função mecânica na
condição humana (e animal). Escutar, por sua vez, é um ouvir de outra
qualidade. Requer ouvir com atenção. Quem escuta, ouve, mas nem sempre quem
ouve, escuta. Escutar é uma capacidade esquecida.
Embora reconheçamos a importância de
prestar atenção ao que as pessoas nos dizem, de um modo geral, somos maus
ouvintes e falhamos redondamente nesta questão tão importante em qualquer
relação humana. Hoje, em pleno apogeu do individualismo, falta sempre
disponibilidade (de tempo ou vontade) e então não escutamos. Quando perdemos a
paciência, quando interrompemos o interlocutor ou atropelamos o que nos diz com
julgamentos inoportunos ou críticas. Não escutamos quando deixamos de prestar
atenção e passamos a pensar em nós mesmos ou em outra coisa qualquer. Também não
escutamos quando bloqueamos a nossa atenção com sentimentos negativos. Nem
escutamos quando sonhamos acordados enquanto alguém fala.
Há muitos motivos para não ouvir mas, essencialmente,
não somos capazes de escutar se estivermos nós próprios, também, a precisar de ser
ouvidos. Para se escutar alguém é necessário estar mentalmente (logo,
emocionalmente) disponível para isso. A escuta é uma arte que requer
descentração de nós próprios. Se estamos focados nos nossos pensamentos ou sentimentos,
dificilmente podemos oferecer o tempo de antena necessário ao nosso interlocutor.
Claro que seria
impossível escutar activamente uns e outros, com inteira atenção, a todo o
momento. É que também precisamos de tempo para ficarmos entregues ao que nos
vai cá dentro.
Nas
relações humanas, muitos não se sentem escutados. E ninguém gosta de “falar
para as paredes”. Escutar é a
mais crítica das habilidades de comunicação e talvez a mais importante para haver
bem-estar entre as pessoas. Sermos ouvidos com genuína atenção dá-nos a
percepção de que importamos. Seja para partilhar uma dor, uma alegria ou um
anseio. Seja para emitir uma opinião ou para pedir um conselho. Ter uma voz e
vê-la reconhecida e considerada é fundamental. Permite-nos sentir amparados e
compreendidos. A expressão “Tá ligado?” é utilizada pelo povo brasileiro para
questionar o interlocutor sobre se este entendeu o que foi comunicado. De
facto, quando escutamos, estamos ligados ao outro. Estamos em relação com
alguém. Se não nos ligarmos, não poderemos escutar. Poderemos, quando muito,
ouvir. E, no final, rematar, “hum?”
terça-feira, 19 de junho de 2012
Desafio
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