Transformação é a palavra-chave. Na vida ou há desenvolvimento ou instala-se a decadência. O estacionamento é uma ilusão. Nas palavras de Cervantes, “A estrada é sempre melhor que a estalagem” (António Coimbra de Matos)
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Boyhood
― So what's the point?
― Of what?
― I don't know, any of this. Everything.
― Everything? What's the point? I mean, I sure as shit don't know. Neither does anybody else, okay? We're all just winging it, you know? The good news is you're feeling stuff. And you've got to hold on to that.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Pai = Lei
“É
no nome do pai que devemos reconhecer o suporte da função simbólica que, desde
a aurora dos tempos históricos, identifica sua pessoa à figura da lei.”
Jacques Lacan in Discurso de Roma – Escritos
segunda-feira, 19 de março de 2012
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A evolução da paternidade
Sabe-se e fala-se fundamentalmente do papel da mãe na vida das suas crianças. Então, e o pai? O pai, na verdade, foi durante muito, muito tempo, o “progenitor esquecido” (Ross, 1979). Fundamentalmente valorizado pelo papel de suporte económico e moral na família, vulgo “chefe de família”, foi colocado em plano secundário no que respeita a relações de proximidade com os seus filhos.
Contudo, tendo em conta toda a evolução sócio-cultural ao longo do século e, mais recentemente, as necessidades de repartir tarefas parentais devido ao elevado número de mulheres no mercado de trabalho, inúmeros estudos foram surgindo e hoje constata-se uma profunda viragem na concepção do papel de pai. Tal como acontece com a mãe, desde a gravidez se reconhece um vínculo especial entre o pai e o bebé. O bebé reconhece o seu pai desde a barriga da sua mãe e nenhum outro homem poderá substitui-lo nessa relação privilegiada. Descobriu-se ainda que os papéis parentais não estão relacionados com o sexo dos progenitores mas unicamente com o tradicional e instituído sistema cultural e familiar. As competências são iguais para ambos os progenitores.
Houve, felizmente, uma aproximação dos dois papéis parentais, pai e mãe. E ainda bem! Porque as crianças mais saudáveis, emocionalmente, são aquelas que têm uma relação próxima com ambos os progenitores. Nos primeiros banhos, nas brincadeiras e passeios, na partilha de hobbies e interesses, entre tantas outras actividades a desenvolver com um filho (variáveis ao longo do seu crescimento) o pai tem um lugar cativo e um papel activo, devendo, como tal, fazer uso e abuso dele. Também para a mãe é muito agradável partilhar o acompanhamento dos filhos com o seu marido, sentindo-se mais apoiada numa tarefa que raramente é fácil e tornando-se, consequentemente, a relação marido/mulher mais harmoniosa e rica. Na complementaridade está o ganho e a mãe não é mais especial que o pai, como se pensou durante tanto tempo. São relações distintas e ambas são indispensáveis ao desenvolvimento de uma criança feliz.
Referência: Leal, I. (2005). Psicologia da Gravidez e da Parentalidade. Editora Fim de Século.
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