“João dos Santos defendia o sonhar e o pensar para se opor à administração indiscriminada de drogas, que apenas faziam bem aos calos e à queda do cabelo, como ironizava.”
Transformação é a palavra-chave. Na vida ou há desenvolvimento ou instala-se a decadência. O estacionamento é uma ilusão. Nas palavras de Cervantes, “A estrada é sempre melhor que a estalagem” (António Coimbra de Matos)
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Pedrinha (Dos tributos)
“João dos Santos defendia o sonhar e o pensar para se opor à administração indiscriminada de drogas, que apenas faziam bem aos calos e à queda do cabelo, como ironizava.”
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Educar a Escola
O
Homo Sapiens Sapiens é, precisamente,
não só aquele que sabe, mas, aquele que sabe
que sabe, e tendo consciência do seu saber, quer saber cada vez mais e
melhor. Por isso, a educação e a transmissão dos conhecimentos preocupam a
nossa espécie há milhares de anos.
Desde
a época de Sócrates, o filósofo, que a educação tem vindo a ser objecto de
interesse de estudiosos e curiosos. A primeira pedagogia, aplicada pelos
jesuítas, foi designada “método tradicional”. Era um método estruturado e
rigoroso, centrado no saber. Neste modelo educativo, quem detinha o conhecimento
era o mestre (o professor) e o aluno era encarado como aquele cuja função era (exclusivamente)
receber todo o conhecimento que o professor lhe transmitia. Assentava no
formalismo, na memorização e na autoridade, e os métodos de ensino
restringiam-se à exposição (da matéria) e à interrogação (questões sobre a
matéria, a “chamada”). Na sala de aula, o estrado acentuava a distância física e
afectiva entre professor e aluno, e as janelas eram colocadas acima do nível
dos olhos dos alunos, para não haver contacto com o exterior. E, durante muito
tempo, vigorou este acto educativo, fechado em si próprio.
Perante
o avanço do conhecimento acerca do desenvolvimento infantil (e do ser humano,
em geral), a pedagogia tradicional tornou-se desajustada e foram sendo gradualmente
introduzidas alterações no ensino, tanto estruturais como pedagógicas. Fundamentalmente,
o professor e o seu saber deixaram de ser o centro do processo educativo. Simbolicamente,
o estrado deixou de existir e as janelas foram abertas para o mundo exterior, permitindo
um grande enriquecimento humano pelas novas formas de interacção que então se
estabeleceram: mais diálogo entre aluno e professor, mais familiaridade entre
alunos, mais partilha entre todos. Cá fora, ao ar livre, os alunos passaram a
realizar actividades, visitas de estudo ou ginástica. Através da pesquisa, e de
uma forma autónoma, o aluno é agente e constrói também o seu conhecimento,
privilegiando sempre a actividade lúdica e o uso dos materiais didácticos.
Acrescenta-se a dimensão da liberdade e da disciplina desenvolvidas em conjunto,
como controlo e resultado uma da outra.
Já
percebemos que “educar não é domesticar”, como diz Eduardo Sá. Mas precisamos ainda
de um ensino que ouça todas as vozes, que fomente a criatividade e o pensamento
divergente, que legitime o direito à diferença e estimule a individualidade de
cada um, sem esquecer, evidentemente, a importância do todo em que nos
inserimos. E falta-nos, em grande parte, interiorizar que a escola não pode
resolver questões, outras, que ultrapassam o ensino. Quando as coisas não estão
bem na vida da criança, ela não consegue beneficiar do que a escola tem para
oferecer. A cabeça não pode funcionar na sala de aula quando o coração ficou em
casa. E os professores, sozinhos, não sabem nem podem resolver problemáticas
que os ultrapassam.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
"Meu" Filho!
Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de estar a agir correctamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.
José Saramago
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