Transformação é a palavra-chave. Na vida ou há desenvolvimento ou instala-se a decadência. O estacionamento é uma ilusão. Nas palavras de Cervantes, “A estrada é sempre melhor que a estalagem” (António Coimbra de Matos)
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terça-feira, 1 de abril de 2014
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Pedrinha (Da impulsividade)
O adolescente não pensa
antes, pensa depois.
Manuel Matos (in Adolescência – Representação e Psicanálise)
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sábado, 28 de julho de 2012
Pedrinha (Do mundo interno)
"Cada
pessoa transporta dentro de si um mundo feito de tudo o que viu e amou; e é
para este mundo que incessantemente retorna (...)”
Chateaubriand (in Voyage
en Italie)
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pedrinha (Do conhecer, compreender e transformar)
"A psicanálise serve para aprofundar o
auto-conhecimento, e não só; também o conhecimento do outro (os outros) e,
sobretudo, das relações não só interpessoais mas essencialmente
intersubjectivas."
António
Coimbra de Matos
Nota: Estes conhecimentos, por si só, não
resumem a psicanálise nem a psicoterapia psicanalítica. Depois de conhecer, despontará o compreender. Estabelecer ligações entre o que é e o que foi. E, por fim, é preciso transformar. O que será. Passado, presente e futuro. Ligados. Descobrir, aceitar, compreender, integrar e transformar. Em busca do melhor que temos dentro de nós.
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terça-feira, 19 de junho de 2012
Desafio
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
Histórias de Psicoterapia
"(...) Com que ferramentas trabalha? A
realidade é o próprio paciente, trabalho com aquilo que sente. Na psicanálise
clássica, avançava-se com toda uma teoria que comprovasse os sintomas. Agora,
há um novo paradigma, em que se entende que o processo de psicanálise é um
processo que induz mudança. Este movimento tem origem num grupo de
psicanalistas de Boston, com o qual eu me identifico. Baseia-se na ideia de que
um indivíduo, perante as vivências que teve - não só na infância, mas também na
adolescência -, adquiriu uma determinada personalidade ou um determinado estilo
de relação menos saudável e menos produtivo para si. O processo de análise
consiste em ir interpretando este estilo no sentido de resolver e de
estabelecer uma relação mais saudável, de forma a que possa traduzir o que se
passa no consultório para a sua vida real.
Como é que decorre o processo terapêutico?
É o mesmo de sempre. Decorre a partir da conversa
entre analista e paciente. A forma de conduzir é que é diferente. Em vez de
termos na cabeça uma teoria que aplicamos, procuramos observar o que se passa
com aquele paciente, vamos interpretando e construindo hipóteses em conjunto.
Para mim, a questão fundamental é que uma pessoa seja capaz de se autoanalisar
e que acabe a análise com uma capacidade de reflexão sobre si próprio maior do
que a tinha. (...) "
António Coimbra de Matos (em entrevista ao jornal Expresso, a 3/8/2010)
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
O "conforto" do familiar
Não
se aprende sozinho nem de repente a ser aquilo que nunca fomos. Não se aprende por
instinto a sentir essa espécie de paz/felicidade que nunca foi sentida. É algo que
nos é estranho. Mesmo quando ao nosso redor se encontram circunstâncias
felizes, podemos “preferir”, inconscientemente, a familiaridade da melancolia
ou da depressividade. Podemos não conseguir sair desse lugar que tão bem
conhecemos. Podemos não nos permitir sequer tentar. No fim de contas, querendo
ou não, são sempre as nossas amarras internas que nos limitam.
“Os
meus estados deprimidos ainda me seduzem e fazem falta para me sentir
preenchida por dentro. Ainda confio nas minhas tristezas e ainda as chamo,
admito. Aconteça o que acontecer, desde que as chame, aparecem sempre. São de
confiança. E depois, o que se faz mesmo com a felicidade? É-se feliz, e depois?
Depois deve ser preciso aprender a viver-se feliz, a acreditar que se merece, a
aprender a não ter medo que algo de terrível aconteça, a fazer as pazes com o
que se passou connosco, a aceitar, a perdoar, a aprender a continuar, a
acreditar, a confiar, a transmitir, a não desistir, a lidar com o vazio e a
preenchê-lo com coisas bonitas feitas por nós. A infelicidade não me exige nada
disso, é só deixar-me estar.”
Marta Gautier
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