Transformação é a palavra-chave. Na vida ou há desenvolvimento ou instala-se a decadência. O estacionamento é uma ilusão. Nas palavras de Cervantes, “A estrada é sempre melhor que a estalagem” (António Coimbra de Matos)
sábado, 7 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O Estranho do Lado
“ (…) Assim como na Física há uma
lei segundo a qual dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, deve
haver outra lei, no universo subjetivo, que impede duas individualidades de
viverem a mesmíssima vida. Tenho a impressão que a insistência em contrariar
esse princípio está por trás de muitos e graves desencontros por aí.
Desde a adolescência, e provavelmente ainda antes, somos alimentados com a
ilusão de que um dia encontraremos alguém com quem iremos nos fundir. A tal
pessoa, aquele, a mulher da nossa vida, o príncipe encantado – todos esses são
agentes do destino que teriam a função, na nossa história pessoal, de rasgar a
couraça da individualidade, penetrar nosso casulo e nos salvar, de forma
permanente, da horrível solidão de ser um indivíduo. A partir desse momento
redentor, a nossa dor fundamental seria superada e seríamos, então, felizes
para sempre. No outro.
Algumas vezes, mesmo na vida real, chegamos perto desse estado idílico de
aniquilação. É quando estamos apaixonados. Nesse momento mágico – e, segundo o
Freud, patológico - nossos sentimentos em relação ao outro são tão violentos
que parecem romper o isolamento essencial. Em tal estado de comoção de ser
parte do outro. Se ele se afasta, sentimos dor. Se ele está perto, sentimos
prazer. Parece ser impossível viver sem ele, porque se tornou parte de nós.
Em “O Monte dos Vendavais”, a jovem apaixonada diz ao rapaz “Eu te amo”, e
ele responde “Eu sou você”. Não existe na literatura ou no cinema uma
declaração de amor mais radical do que essa.
Há outro momento em que também nos sentimos perto desse sentimento. É no
sexo. Em meio ao prazer, aquilo que nós somos desaparece temporariamente em
direção ao outro. Mergulhamos numa torrente tão intensa que, por alguns
minutos, não somos mais que o conjunto daquelas sensações. Há uma pequena morte
aí, um breve suicídio prazeroso no qual mergulhamos felizes, levado pelo corpo
e pela personalidade do outro.
Mas esses momentos são terrivelmente efêmeros, não? Mesmo a mais intensa
paixão é passageira. Cedo ou tarde, ainda que contra a nossa vontade, somos
arrastados de volta à normalidade de sermos apenas um. Logo chega o momento em
que é preciso negociar com a personalidade do outro, com a percepção do outro,
com o desejo do outro. Com isso se desfaz a ilusão de pertencer. Deparamos, de
novo, com a nossa assustadora e iniludível solidão interior. Sabemos disso,
vivemos isso desde crianças, mas uma parte de nós continua sonhando com uma
paixão tão arrebatadora, tão dominante, que nos livre para sempre de nós
mesmos. Crescer, eu acho, é deixar também essa fantasia para trás.
Alguns recusam isso terminantemente. Insistem em esperar pelo sonho ou –
muito pior - tentam transformar a vida real a dois num exercício de destruição
das personalidades. Fazemos tudo juntos, pensamos o mesmo, gostamos das mesmas
coisas, compartilhamos as mesmas experiências, dizem. Na boa ou na marra, vão
arrastando o outro a uma vivência que é uma réplica da sua. Até o ponto em que,
de tão parecidos, não tenham mais nada a contar um ao outro. Então se separam.
Estou exagerando? Claro que sim. Mas, mesmo entre pessoas que não vivem na
caricatura, o impulso comum de controlar o outro faz parte do movimento de
negação da individualidade. Ele se recusa a reconhecer o outro com as suas
necessidades próprias, sua existência fora de nós. O desejo de aprisionar é o
impulso de se proteger do outro, que, insistindo em ter vontade própria, pode
fazer algo que nos machuque.
Enfim, acho que é disso que os sonhos falam. Da nossa vontade de ser forte
como indivíduos e do nosso medo oceânico de nos desligarmos dos outros. Da
contradição entre a vontade de crescer e o impulso de permanecer um bebê
chorão, ligado ao outro por um cordão umbilical. Os sonhos contam que o amor,
lindo que é, essencial como possa ser, não nos salva de sermos nós mesmos.
Mesmo quem respira suavemente ao nosso lado, adormecida, tem sonhos separados
dos nossos. É uma pessoa estranha que amamos, mas sobre a qual nunca saberemos
o suficiente. É preciso respeitar esse mistério.”
Ivan Martins
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
A ordem das coisas
"Que
loucura foi aquela de ter começado a tomar conta de alguém, sem ninguém se
certificar de que já sei tomar conta de mim?"
Marta Gautier
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Pedrinha (Dos jogos de amor)
Jogos de amor. Mas será o amor um jogo ou
um trabalho? As duas coisas: um divertimento (o melhor de todos) e um trabalho
produtivo – de reconhecimento mútuo, permuta afectiva recíproca, crescimento
pessoal diadicamente expandido, desenvolvimento de valências individuais não
saturadas, comunhão de sonhos possíveis e projectos realizáveis e, acima de
tudo, de criação (…)
António
Coimbra de Matos (in Relação de Qualidade: Penso em Ti)
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
Tá ligado?
Escutar
e ouvir são coisas diferentes, de diferente natureza e profundidade. Por ouvir
entende-se a capacidade de perceber através do sentido da audição. Não se
aprende, é uma capacidade inata que pode ser encarada como uma função mecânica na
condição humana (e animal). Escutar, por sua vez, é um ouvir de outra
qualidade. Requer ouvir com atenção. Quem escuta, ouve, mas nem sempre quem
ouve, escuta. Escutar é uma capacidade esquecida.
Embora reconheçamos a importância de
prestar atenção ao que as pessoas nos dizem, de um modo geral, somos maus
ouvintes e falhamos redondamente nesta questão tão importante em qualquer
relação humana. Hoje, em pleno apogeu do individualismo, falta sempre
disponibilidade (de tempo ou vontade) e então não escutamos. Quando perdemos a
paciência, quando interrompemos o interlocutor ou atropelamos o que nos diz com
julgamentos inoportunos ou críticas. Não escutamos quando deixamos de prestar
atenção e passamos a pensar em nós mesmos ou em outra coisa qualquer. Também não
escutamos quando bloqueamos a nossa atenção com sentimentos negativos. Nem
escutamos quando sonhamos acordados enquanto alguém fala.
Há muitos motivos para não ouvir mas, essencialmente,
não somos capazes de escutar se estivermos nós próprios, também, a precisar de ser
ouvidos. Para se escutar alguém é necessário estar mentalmente (logo,
emocionalmente) disponível para isso. A escuta é uma arte que requer
descentração de nós próprios. Se estamos focados nos nossos pensamentos ou sentimentos,
dificilmente podemos oferecer o tempo de antena necessário ao nosso interlocutor.
Claro que seria
impossível escutar activamente uns e outros, com inteira atenção, a todo o
momento. É que também precisamos de tempo para ficarmos entregues ao que nos
vai cá dentro.
Nas
relações humanas, muitos não se sentem escutados. E ninguém gosta de “falar
para as paredes”. Escutar é a
mais crítica das habilidades de comunicação e talvez a mais importante para haver
bem-estar entre as pessoas. Sermos ouvidos com genuína atenção dá-nos a
percepção de que importamos. Seja para partilhar uma dor, uma alegria ou um
anseio. Seja para emitir uma opinião ou para pedir um conselho. Ter uma voz e
vê-la reconhecida e considerada é fundamental. Permite-nos sentir amparados e
compreendidos. A expressão “Tá ligado?” é utilizada pelo povo brasileiro para
questionar o interlocutor sobre se este entendeu o que foi comunicado. De
facto, quando escutamos, estamos ligados ao outro. Estamos em relação com
alguém. Se não nos ligarmos, não poderemos escutar. Poderemos, quando muito,
ouvir. E, no final, rematar, “hum?”
terça-feira, 19 de junho de 2012
Desafio
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O Velho, o rapaz e o burro
Um velho, um rapaz e um burro na estrada.
Em fila indiana os três caminhavam.
Passou uma velha e pôs-se a troçar:
-O burro vai leve e sem se cansar!
O velho então pra não ser mais troçado,
Resolve no burro ir ele montado.
Chegou uma moça e pôs-se a dizer:
-Ai, coisa feia! Que triste que é ver!
O velho no burro, enquanto o rapaz,
Pequeno e cansado, a pé vai atrás!
O velho desceu e o filho montou.
Mas logo na estrada alguém gritou:
-Bem se vê que o mundo está transtornado!
O pai vai a pé e o filho montado!
O velho parou, pensou e depois
Em cima do burro montaram os dois.
Assim pela estrada seguiram os três:
Mas ouvem ralhar pela quarta vez:
Um rapaz já grande e um velho casmurro.
São cargas de mais no lombo de um burro!
Então o velhote seu filho fitou
E com tais palavras, sério, falou:
Aprende, rapaz, a não te importar,
Se a boca do mundo de ti murmurar.
Sophia de Mello
Breyner Andresen
sábado, 9 de junho de 2012
Histórias de Criatividade
Em 1913, na zona balnear de Deauville,
encontravam-se reunidos os amantes de corridas de cavalos. Entre eles, um casal
de namorados que lá passava uma temporada. Ela, francesa, mulher de história
triste que por dor ou vergonha escondia e negava as suas origens, modista de moderado
sucesso na criação de chapéus. Ele, inglês, intelectual ligado à política, jogador
de polo, não o seu primeiro nem único homem, mas o seu grande amor e,
sobretudo, o seu maior apoiante. Certa manhã, a modista decidiu que vestiria
uma camisola de malha dele, mas não pela cabeça. Cortou-a pela frente. Para não
estragar o penteado ou por mero capricho, não sabemos. Improvisou uma gola e um
cinto com retalhos do mesmo tecido e, finalizando, coseu-lhe dois enormes
bolsos “na altura exacta em que as mãos gostam de descansar”. Surpreendentemente,
com a diferença de estatura entre ambos, a malha caiu como se fosse um vestido.
Essa
mulher era Gabrielle “Coco” Chanel. O seu homem, Arthur “Boy” Capel. A peça, o cardigan, reinventado para o feminino.
Saindo à rua, “todos me
perguntavam onde o tinha comprado e eu respondia, se quiser, vendo-lhe um.
Nesse dia, vendi dez modelos iguais.” De modista a maior estilista do séc.
XX, uma self-made woman visionária, dona
de uma criatividade que aliou como ninguém o clássico ao revolucionário,
afirmou pouco antes de morrer: ”A minha fortuna foi construída em cima daquela
malha velha que eu vesti porque fazia frio em Deauville".
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Histórias de Psicoterapia
"(...) Com que ferramentas trabalha? A
realidade é o próprio paciente, trabalho com aquilo que sente. Na psicanálise
clássica, avançava-se com toda uma teoria que comprovasse os sintomas. Agora,
há um novo paradigma, em que se entende que o processo de psicanálise é um
processo que induz mudança. Este movimento tem origem num grupo de
psicanalistas de Boston, com o qual eu me identifico. Baseia-se na ideia de que
um indivíduo, perante as vivências que teve - não só na infância, mas também na
adolescência -, adquiriu uma determinada personalidade ou um determinado estilo
de relação menos saudável e menos produtivo para si. O processo de análise
consiste em ir interpretando este estilo no sentido de resolver e de
estabelecer uma relação mais saudável, de forma a que possa traduzir o que se
passa no consultório para a sua vida real.
Como é que decorre o processo terapêutico?
É o mesmo de sempre. Decorre a partir da conversa
entre analista e paciente. A forma de conduzir é que é diferente. Em vez de
termos na cabeça uma teoria que aplicamos, procuramos observar o que se passa
com aquele paciente, vamos interpretando e construindo hipóteses em conjunto.
Para mim, a questão fundamental é que uma pessoa seja capaz de se autoanalisar
e que acabe a análise com uma capacidade de reflexão sobre si próprio maior do
que a tinha. (...) "
António Coimbra de Matos (em entrevista ao jornal Expresso, a 3/8/2010)
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Pedrinha (Dos prazeres imediatos)
Penso que hoje há uma
tendência para a procura dos prazeres imediatos e uma certa dificuldade em
acertar com o tempo de espera.
António Coimbra de Matos
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
O "conforto" do familiar
Não
se aprende sozinho nem de repente a ser aquilo que nunca fomos. Não se aprende por
instinto a sentir essa espécie de paz/felicidade que nunca foi sentida. É algo que
nos é estranho. Mesmo quando ao nosso redor se encontram circunstâncias
felizes, podemos “preferir”, inconscientemente, a familiaridade da melancolia
ou da depressividade. Podemos não conseguir sair desse lugar que tão bem
conhecemos. Podemos não nos permitir sequer tentar. No fim de contas, querendo
ou não, são sempre as nossas amarras internas que nos limitam.
“Os
meus estados deprimidos ainda me seduzem e fazem falta para me sentir
preenchida por dentro. Ainda confio nas minhas tristezas e ainda as chamo,
admito. Aconteça o que acontecer, desde que as chame, aparecem sempre. São de
confiança. E depois, o que se faz mesmo com a felicidade? É-se feliz, e depois?
Depois deve ser preciso aprender a viver-se feliz, a acreditar que se merece, a
aprender a não ter medo que algo de terrível aconteça, a fazer as pazes com o
que se passou connosco, a aceitar, a perdoar, a aprender a continuar, a
acreditar, a confiar, a transmitir, a não desistir, a lidar com o vazio e a
preenchê-lo com coisas bonitas feitas por nós. A infelicidade não me exige nada
disso, é só deixar-me estar.”
Marta Gautier
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Depressão na Recessão
Faz algum tempo, no dia 19 de Janeiro, foi entrevistado num canal da nossa televisão o Prof.
Carlos Amaral Dias, psiquiatra e psicanalista português. O conceito central
discutido foi “depressão na recessão”, que diz respeito ao súbito aumento da
taxa de suicídio em Portugal (e também em outros países, como a Grécia ou a
Irlanda) e de perturbações depressivas associadas à conjuntura económica actual.
O impacto da crise económica e social na saúde mental dos portugueses é
inquestionável, uma vez que “a pobreza, o desemprego e a exclusão social são
factores que levam a um conjunto de afectos como a tristeza, sentimentos de
ruína e sobretudo os sentimentos de desespero”, como foi referido. Estes
afectos estão correlacionados com o aumento do índice suicidário, bem como com
o aumento do número de depressões.
O
desemprego e a precariedade em que muitos portugueses hoje vivem originam
frequentemente sentimentos de auto desvalorização e a sensação de fracasso.
Contudo, o impacto psicológico da crise assume contornos diferentes em função
da faixa etária da população. É fundamentalmente na meia-idade que se verifica
maior incidência de sintomas de depressão, esta estreitamente relacionada com o
sentimento de perda, já que muitos
indivíduos tinham a sua vida relativamente organizada e, subitamente, são
forçados a lidar com a perda de rendimentos, de emprego ou de casa. Em
acréscimo, torna-se muito angustiante para um indivíduo de meia-idade imaginar a
possibilidade a oportunidade de “recomeçar do zero”. No que respeita à
juventude, o impacto psicológico não está tão relacionado com a depressão, mas encontram-se
muitos sintomas de ansiedade, espelhando o medo do futuro.
Em
momento de “cortes” na Saúde e na Segurança Social e, portanto, na ausência de
um sistema nacional que possibilite um suporte psicológico adequado ao momento
de crise, impera a necessidade de o indivíduo procurar apoio na sua rede
social, isto é, na família, nos amigos e na comunidade. Contudo, para que isso
aconteça é essencial que cada um reconheça (perante si próprio e muitas vezes perante
os outros) as suas dificuldades, pois existe sempre muita vergonha associada às
situações de carência económica e, mais ainda, vergonha relativamente à
fragilidade psicológica. Paradoxalmente, importa dizer que existe sempre mais
força no indivíduo que assume as suas fragilidades do que naquele que as
esconde. Em acréscimo, sabe-se que negar e fugir da nossa verdade (interna e
externa) é uma das causas de mal-estar psicológico. O acto de pedir ajuda (seja
de que ordem for) é, por si só, um acto de Saúde Mental.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
O relógio avariado
O
relógio da cozinha continua parado e avariado há mais de um ano. Quantas vezes
pensei que bastaria pôr-me em cima de um banco, pegar nele e atirá-lo para o
lixo? Mas nunca o fiz. Nunca o fiz porque aquele relógio sou eu. Ele precisa de
estar assim, porque algumas coisas precisam de denunciar o que se passa dentro
de nós. Não é a preguiça que me impede de o deitar fora, é a verdade. E a
verdade é que o tempo está parado dentro de mim. A minha casa sou eu. Está
parada. Quando eu começar a funcionar, vai aparecer um relógio a funcionar.
Marta Gautier
domingo, 20 de maio de 2012
Domingar
O Domingo comporta uma certa preguiça,
um laissez-faire profundamente
gostoso. Para quem não consegue desacelerar, o Domingo torna-se um fardo. Convida
a estar, a sentir, logo, a pensar. Mas Deus descansou ao Domingo e nós também. Desaceleremos.
Estejamos. Sintamos. Pensemos. Para que se comece a semana de barriga cheia, entreguemo-nos
à contemplação, ao ronronar dos afectos e às brincadeiras alegres das famílias!
Excelência do Pensamento
António
Coimbra de Matos foi galardoado com o prémio - Distinguished
Psychoanalytic Educator Award 2012 - prémio com que o IFPE (The
International Forum for Psychoanalytic Education) distingue anualmente uma
“Personalidade de Mérito” associada à excelência do ensino da Psicanálise.
Este prémio será entregue na IFPE’s
23rd Annual Interdisciplinary Conference, Theme: Sustainable Psychoanalysis:
Embracing Our Future, Preserving Our Past, em Novembro 2-4, 2012, The Governor Hotel , Portland, Oregon.
António Coimbra de Matos é um dos fundadores da Associação Portuguesa de Psicanálise
e Psicoterapia Psicanalítica. A AP está inscrita na IFPE desde o ano
de 2009 e alguns associados têm-na representado anualmente nesta conferência.
Parabéns, Professor !
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Pedrinha (De saber amar)
Aquilo que faz dos humanos seres
transcendentes é a capacidade de amar. E saber amar é a razão da felicidade.
António
Coimbra de Matos
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